sexta-feira, 21 de março de 2008

Diplomacia, Forças Armadas, século XXI

Uma antiga (mas não obsoleta) percepção do trato dos negócios internacionais diz que a diplomacia deve ser reforçada por forças armadas capazes de fazer valer os direitos do Estado. Um Estado tem interesses que precisam ser defendidos e alcançados, seja pela negociação, seja pela ameaça do uso da força.
Uma conseqüência lógica de tal percepção dos negócios internacionais é a corrida armamentista, um jogo de soma zero em que todos os atores ficam mais armados e, ao mesmo tempo, menos seguros.
Nosso tempo traz severos questionamentos ao uso militar como apoio decisivo da diplomacia: a) além dos EUA, há algum país que possua capacidade militar suficiente para fazer valer seus interesses quando a negociação falha (mesmo nas relações entre países ricos e pobres, somente os EUA ignoram as limitações do uso da força impostas pela ONU)? b) no cone Sul, há interesses diplomáticos que requeiram o uso da força (as FARC são um problema, é verdade, no entanto, um um problema de dimensões exageradas e aproveitadas de forma oportunista pelos vizinhos do norte)? c) se nossa política externa privilegia a integração, porque usar as forças armadas como instrumento de dissuasão?

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