1) O que é obrigatório é a presença do eleitor na seção eleitoral. Ninguém é obrigado a votar no candidato A ou no candidato B. Se ninguém satisfaz nosso grau de exigência, é legítimo e permitido votar nulo, votar 99.
2) Durante a campanha eleitoral o candidato aparece em nossas casas. Depois da campanha, quem tem que aparecer é o cidadão, fiscalizando o trabalho do representante, comparecendo às reuniões na câmara de vereadores e pressionando o prefeito em prol das políticas públicas.
domingo, 28 de setembro de 2008
domingo, 14 de setembro de 2008
Surrealismo e/ou realismo fantástico
Com freqüência cada vez maior torna-se difícil escapar, em nosso país, da sensação de que vivemos num quadro de Salvador Dali ou talvez em Macondo.
1) O Presidente da República quer ser técnico da seleção de futebol (se assim não fosse, não daria tantas declarações públicas a respeito). Se não quer, deseja ao menos se fazer mais parecido com a patuléia (lembrando Paulo Francis) para, quem sabe, alavancar votos nas eleições que se aproximam.
2) O Presidente da República defende o uso do fumo em qualquer lugar (Folha de São Paulo, 15/9/2008). Que se dane o câncer de pulmão, ora bolas!
3) Questiona-se o uso de algemas porque figurões aparecem na TV com os braceletes da lei.
4) A campanha eleitoral ultrapassa o inacreditável: já desisti de contabilizar a quantidade de coronéis (bombeiros ou policiais), doutores (a turma que sofre de "doutorite": médicos, fisioterapeutas, dentistas, etc), "gente do bem", "não políticos", jovens que querem renovar, etc. Todos querem "acabar com isso que está aí. Dá nojo, honestamente.
5) As altas cortes do país insistem em deixar os grandes bandidos (os ladrões do dinheiro público, banqueiros de renome) soltos, enquanto as prisões se entopem com ladrões de galinha.
Talvez seja melhor fazer como o Coronel Aureliano Buendía: passar meus dias a fazer e derreter o mesmo peixinho de ouro.
1) O Presidente da República quer ser técnico da seleção de futebol (se assim não fosse, não daria tantas declarações públicas a respeito). Se não quer, deseja ao menos se fazer mais parecido com a patuléia (lembrando Paulo Francis) para, quem sabe, alavancar votos nas eleições que se aproximam.
2) O Presidente da República defende o uso do fumo em qualquer lugar (Folha de São Paulo, 15/9/2008). Que se dane o câncer de pulmão, ora bolas!
3) Questiona-se o uso de algemas porque figurões aparecem na TV com os braceletes da lei.
4) A campanha eleitoral ultrapassa o inacreditável: já desisti de contabilizar a quantidade de coronéis (bombeiros ou policiais), doutores (a turma que sofre de "doutorite": médicos, fisioterapeutas, dentistas, etc), "gente do bem", "não políticos", jovens que querem renovar, etc. Todos querem "acabar com isso que está aí. Dá nojo, honestamente.
5) As altas cortes do país insistem em deixar os grandes bandidos (os ladrões do dinheiro público, banqueiros de renome) soltos, enquanto as prisões se entopem com ladrões de galinha.
Talvez seja melhor fazer como o Coronel Aureliano Buendía: passar meus dias a fazer e derreter o mesmo peixinho de ouro.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
A multiplicação das palavras
Lembro-me de uma passagem do Sermão da Montanha em que Jesus diz: os pagãos multiplicam suas palavras, pensando que serão ouvidos por Deus à força de palavras.
Nessa época do ano nós, eleitores, somos tratados como divindades pelos candidatos. O problema é que eles, candidatos, julgam que se farão ouvir pela força da multiplicação das palavras.
Em certa medida há evidência empírica suficiente para comprovar tal julgamento; espero, todavia, que tanto ruído, tanta poluição cognitiva e sonora, sirva para separar o joio do trigo. Quem tem razão não precisa gritar nem massacrar nossos ouvidos com cantigas repetidas à exaustão.
Assim vou separando as pragas das hortaliças.
Nessa época do ano nós, eleitores, somos tratados como divindades pelos candidatos. O problema é que eles, candidatos, julgam que se farão ouvir pela força da multiplicação das palavras.
Em certa medida há evidência empírica suficiente para comprovar tal julgamento; espero, todavia, que tanto ruído, tanta poluição cognitiva e sonora, sirva para separar o joio do trigo. Quem tem razão não precisa gritar nem massacrar nossos ouvidos com cantigas repetidas à exaustão.
Assim vou separando as pragas das hortaliças.
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