Com freqüência cada vez maior torna-se difícil escapar, em nosso país, da sensação de que vivemos num quadro de Salvador Dali ou talvez em Macondo.
1) O Presidente da República quer ser técnico da seleção de futebol (se assim não fosse, não daria tantas declarações públicas a respeito). Se não quer, deseja ao menos se fazer mais parecido com a patuléia (lembrando Paulo Francis) para, quem sabe, alavancar votos nas eleições que se aproximam.
2) O Presidente da República defende o uso do fumo em qualquer lugar (Folha de São Paulo, 15/9/2008). Que se dane o câncer de pulmão, ora bolas!
3) Questiona-se o uso de algemas porque figurões aparecem na TV com os braceletes da lei.
4) A campanha eleitoral ultrapassa o inacreditável: já desisti de contabilizar a quantidade de coronéis (bombeiros ou policiais), doutores (a turma que sofre de "doutorite": médicos, fisioterapeutas, dentistas, etc), "gente do bem", "não políticos", jovens que querem renovar, etc. Todos querem "acabar com isso que está aí. Dá nojo, honestamente.
5) As altas cortes do país insistem em deixar os grandes bandidos (os ladrões do dinheiro público, banqueiros de renome) soltos, enquanto as prisões se entopem com ladrões de galinha.
Talvez seja melhor fazer como o Coronel Aureliano Buendía: passar meus dias a fazer e derreter o mesmo peixinho de ouro.
domingo, 14 de setembro de 2008
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Um comentário:
Professor, o lema das camapanhas nas pequenas cidades da Bahia são:
"Coragem e copetência!"
"Esse é homem de coragem"
e por ai vai...
Será que há alguma crise gênero com os "cabra-macho" do nordeste? Todo mundo tem que mostrar coragem.
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