sexta-feira, 30 de novembro de 2007

CPMF

Mais uma polêmica falsa, a CPMF.
Ainda não fiquei sabendo de uma conta exata a respeito do peso da CPMF no orçamento de uma família das classes B e C (na classe A o imposto passa despercebido, nas classes de D a Z o imposto não diz nada). Na ausência dessa conta, a polêmica da CPMF interessa apenas à zona cinzenta de nossas auto-proclamadas "classes produtivas" (como se os pobres não produzissem nada ou , no máximo, produzissem apenas despesas).
Só espero não ouvir mais as carpideiras de plantão, proclamando o fim do mundo econômico por conta dos centézimos percentuais da CPMF, alegando que o imposto é cumulativo, onera os custos e aumenta os preços finais.
O problema é que os preços finais que importam são os dos produtos exportados e dos efeitos que se podem produzir na Bolsa de Valores; com os preços praticados no Brasil há pouca preocupação.
Sinto falta de que se indague se os impostos financiam a incompetência, a corrupção e, lembrando Elio Gaspari, a privataria. E, honestamente, a Bolsa que se vire.

2 comentários:

Anônimo disse...

Explique melhor o economês
A CPMF sõ afeta na exportação? Como assim?

Frederico C. Costa disse...

A linha de produção é longa e o imposto incide em todas as etapas (da matéria prima ao embarque no porto, passando por sua transformação final na fábrica). Isso acresce os produtos de exportação de um percentual de impostos que em outros países não existe. Resultado: exporta-se produtos e impostos agregados.