Se bem é verdade que não se pode falar em globalização sem incluir os Estados Unidos, igualmente não se pode ignorar os dois gigantes da Eurásia, Rússia e China.
Ambos países estão aferrados a dois elementos: à soberania westphaliana com seu correlato de realismo político, por um lado, e às benesses de mercados abertos a seus produtos, por outro lado.
Esse par é antinômico por excelência. Não se pode celebrar a excelência do progresso chinês nas olimpíadas e esquecer, em nome do esporte, os gravíssimos problemas que envolvem o regime chinês: repressão política severa, bloqueio ao indivíduo, cinismo comercial, violação aos direitos humanos, entre tantos outros.
Na Rússia temos a mão pesada para resolver problemas na Chechênia, o oportunismo da guerra contra o terrorismo, a repressão política, as ameaças nucleares à Ucrânia, etc e etc.
A globalização trava nesses países. Sabemos que a globalização não é boa pra todo mundo, mas também sabemos que é um movimento mundial até o momento irresistível.
Ou melhor, pode se resistir à globalização, mas com os métodos russos e chineses. Isso não é bom.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
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2 comentários:
Hoje Fidel Castro Renunciou a presidência de Cuba. Vi um jornalista
indagando um especialista (desculpe mas não consegui pegar o nome) até que parte essa atitude vai refletir na politica de esquerda no mundo. Na minha opnião não reflitirá em nada.
Precisamos esperar. Está cedo para declarações tão peremptórias.
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