Nossos vizinhos de continente não são, como se pensa no senso comum, unidos por uma solidariedade derivada da língua comum ou do catolicismo, pelo contrário, há muitos contenciosos latentes. Há problemas de fronteira, reivindicações de acesso ao Pacífico, disputas por territórios ricos em minerais, questionamentos sobre a vulnerabilidade amazônica às drogas, preocução com o impacto continental das FARC, entre outros.
Um comportamento que vem se tornando clássico após o fim da Guerra Fria é o de que o conflito armado deixou de ser travado pelos países ricos e passou a ser exclusivo dos países pobres, abalados pela pobreza, desigualdade, vulnerabilidade e pelos rompantes de seus respectivos caudilhos.
A Colômbia tem um problema grave com as FARC e apoio norte-americano para resolvê-lo, a Venezuela tem uma postura ambígua e desonesta a respeito, o Equador segue a liderança chavista. A combinação não é boa. A Colômbia parece inaugurar a ação preemptiva no continente e a Venezuela responde com bravatas. O risco de guerra é real.
O Brasil pode ser arrastado ao conflito se for comprovada a denúncia de ação e aquartelamento das FARC na amazônia brasileira. No momento, pelo desmanche sofrido pelas instituições armadas brasileiras, nossa diplomacia segue propondo o diálogo (o mundo real diz que a insistência no diálogo pode ser interpretada como sinal de fraqueza).
Vamos esperar o desdobrar dos acontecimentos e a história que daí nascerá.
sexta-feira, 7 de março de 2008
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2 comentários:
vi um debate do Eduardo Viola, cientista político da UnB e umprofessor de economia da UFRJ na Globo News ontem onde Viola diz que o Brasil perdeu muito da sua liderança na região por não ter encontrando um trâmite para realizar os diálogo necessários, estes transferidos para a reunião da OEA. Refleti sobre isso e sobre outros artigos que li onde tranparece uma certa debilidade do atual ministro de relações exteriores, Celso Amorim e da política ultrapassada de esquerda do PT que não foi enconrporda totalmente pela Presidência, mas que também não foi rechaçada por completo, vide a picuinha com os americanos na ajuda logística à Colômbia contra as FARC.
E ainda lembraram do Foro de São Paulo em 1992 onde líderes da FARC e PT estavam juntos, fato que deixa o atual líder do executivo em posição desconfortável.
No início da crise não entendi muito claramente o interesse da venezuela em apoiar incondicionalmente o equador nessa questão, já que se tratava de soberania nacional!Poré agora penso que o elo de ligação entre FARC, Equador e Venezuela esta no anti-americanismo!Isso é reforçado pelo apoio enorme dado pelo EUA a Colômbia que é o 3º país mais ajudado belicamente pelos norte-americanos!
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