Logo pela manhã de hoje (26/06/08) assisti ao primeiro telejornal nacional e lá se comentava a volta da inflação e a necessidade de se cortar gastos públicos, no mínimo como um exemplo saudável a ser oferecido pelo Estado e, posteriormente, imitado pela iniciativa privada.
Não tenho nada contra o corte de gastos públicos, mas, clamar por corte sem especificar onde e como cortar é, no mínimo, irresponsabilidade.
Usemos nossa memória, ou o que resta dela, e relembremos os setores que sofrem com a redução do gasto público: o salário mínimo (pago predominantemente aos aposentados), todos os programas sociais, os salários dos servidores públicos de baixa hierarquia, a cultura e a educação, pra citar alguns.
Ainda não vi os ricos reclamando do corte dos generosos financiamentos do BNDES. Nem a turma do agrobusiness (sic) reclamando do corte de subsídios. Nem mesmo os usineiros reclamam do corte das linhas de crédito de suas usinas falidas.
Assim, se vamos cortar gastos públicos, vamos cortar de quem tem gordura pra queimar. É indecente, imoral, ilegítimo, é uma patifaria punir os pobres para engordar os ricos.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
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8 comentários:
Que ironia! Uma queixa e desabafo típico de quem escreve referindo-se a um governo insensível e elitista, bem característico de regimes de direita. E na verdade você se refere a um governo dito de esquerda. Afinal: o governo Lula é o quê?
As utopias acabaram.
Ou melhor, este governo é apenas um governo, mais um governo.
Para o anônimo queria dizer que a esquerda só é esquerda até tomar o lugar da direita, pois na verdade toda oposicão é pura ambicão de querer ser o poder da situacão.
Para este anônino - fraco por não querer se identificar -, lhe falta algumas aulas de política.
Peço licença ao professor Frederico para retorquir o que disse o sr. Andre Manel. Vejamos:
Não me identifiquei, não me nomeei, porque tive um problema de registro no blog. Aliás algo que já havia esclarecido ao professor faz tempo.
Não sei exatamente o que o fez concluir que me faltam (e não "falta") algumas aulas de política. Parece claro que o senhor não entendeu a ironia acima.
Sem conhecê-lo, duvido que o senhor tenha lido 30% do assunto em relação ao que já li. Você poderá dizer: mas ler muito não o caracteriza como um cientista político ou alguém sábio. Ok, concordo. Assim mesmo, duvido que o senhor tenha a bagagem teórica que tenho.
Meu nome: Mauro. Colega de História do professor Frederico na UFMG.
Minhas mais sinceras desculpas a Mauro pelo meu equívoco. Mas agora sou eu quem peço licença para ir em minha defesa: Em primeiro lugar, posso não ter lido tudo sobre o assunto, mas ando "antenado" sobre os fatos ocorridos. Em segundo lugar, sou novo e pretendo atingir, um dia, tamanha bagagem teórica. E o erro no termo "falta" ao invés de "faltam", foi apenas um erro de digitação.
Que sou eu? André Lázaro, aluno de História do professor Frederico na Fundação São José - Itaperuna - RJ. Pode não ser muito para algumas pessoas, mas para mim vale todo o meu esforço.
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