Acho que estou com algum tipo de paralisia mental. Não sei se entendi bem o que ouvi por esses dias na TV. Alguém talvez possa ajudar.
Sua Senhoria, o tenente do exército que entregou três rapazes a criminosos em um morro do Rio disse que "era só pra dar um susto".
Eis meu raciocínio que, pelo bem de minha sanidade mental, precisa estar errado: um oficial do Exército, representante de uma instituição nacional e permanente, procurou, encontrou, conversou com um bandido e pediu a ele, bandido, que "desse um susto" nos rapazes detidos pela patrulha do Exército.
Um representante de uma instituição que, por solicitação dos poderes constituídos, garante a lei e a ordem, faz um acordo amistoso com um bandido? É isso mesmo?
Um oficial do Exército, frente a frente com um bandido, não lhe dá voz de prisão, mas ao contrário, lhe pede um favor? É isso mesmo?
Uma patrulha do Exército detém três homens e os leva a uma outra "patrulha" que lhes dará uma punição, ou, nos termos da caserna, um "corretivo"?
Nem Panglos conseguiu me tirar desse paradoxo. Alguém se habilita?
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
4 comentários:
O melhor de tudo foi ele ter chorado no tribunal...
Fred, dá uma lida no texto que postei, "A Imbecilidade Reinante", em www.cadeapedrapreta.com.br
Faço questão que você comente
Não,professor...Não está sofrendo de nenhuma paralisia mental.Entendeu tudo muito bem.E agora,o que será que vai contecer com esse distinto tenente,uma vez que confessou que,mesmo sendo pago para defender,prefere assustar?Búh!Gostei do blog.Abraço
Frederico, em nossas aulas o professor disse que e função do exército é fazer guerra - tanto defensivamente como de caráter ofensivo. Logo, usar esse poderio militar em uma favela seria uma espécie de guerra urbana? ou estão apenas atribuindo mais uma funcão ao exército?
O que ocorreu foi crime comum. Assassinato qualificado. Não tem nada a ver com as funções constitucionais da corporação militar.
Postar um comentário