Honestamente, não me interessa de quem é a culpa pela epidemia de dengue. Nem sei se alguém tem culpa.
O que me interessa, todavia, é o festival de incompetência, irresponsabilidade e cinismo que se verifica sobre as desgraças alheias. Pessoas morrem, estão morrendo e o debate político se prende à imputação de culpa sobre os governantes de plantão. Se estamos às voltas com uma doença do século XIX, que se chame Osvaldo Cruz, quem sabe ele resolve.
A turma que está aí só tem feito piorar as coisas, e isso de uns 15 anos pra cá.
Enquanto isso, assistimos à brutalização da miséria alheia pelos meios de comunicação. Penso quanto mais será necessário para que nos intoxiquemos com a banalização e comercialização da morte.
Idiotas abundam, soluções escasseiam.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
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3 comentários:
Em matéria de saúde pública (SUS) e de educação pública (escolas estaduais e municipais, do ensino médio e fundamental), estou convencido de uma coisa: só haverá alguma melhora no dia em que a elite nacional (vamos começar pelos ocupantes de cargos eletivos e sua prole!) se vir obrigada a usá-los. Enquanto isso não acontece, a patuléia será tratada como aí está.
Professor, n sou vidente e o senhor tb n, mas a alguma chance de que as classes humildes das grandes cidades criem um objetivo em comum para que se unam na luta contra a forma de governo e dirigentes estabelecidos? As forças armadas continuarão sendo esse objeto aglutinador das massas (mesmo q seus objetivos n sejam os mesmos)?
A luta contra a forma de governo é pacífica e política: isso é bom.
A luta é frágil devido à nossa falta de espírito associativo, entre outras coisas. Falta, penso, um estopim político ou um jacobino que faça a tal aglutinação.
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