Hoje pela manhã (21/07) assisti a um telejornal vespertino e escutei uma coisa que quase me fez parir Mr. Hyde para o mundo dos viventes. O apresentador, tentando improvisar torpemente sobre um motorista bêbado que se recusara a fazer o teste do "bafômetro", disse que seria preciso acabar com esse "negócio de uma pessoa não poder produzir prova contra si mesma" e que, desse jeito, as pessoas poderiam se recusar a retirar digitais para identificação civil.
Ouvi isso de manhã, num telejornal de uma grande empresa de comunicação, pela boca de um jornalista com muitos anos de experiência.
É aterrador. Quem seria capaz de cometer uma sentença dessas? Vejamos: a) alguém com patologias cognitivas; b) alguém com deficiências cognitivas causadas por desnutrição ou trauma na infância; c) alguém com uma agenda política muitíssimo perigosa para os pobres e comuns mortais; d) um simples idiota. Pelo bem de nós todos, espero que a alternativa vencedora seja a "d".
Numa outra linha, que dessa vez não me deu dores de parto tão malignas, mas que produziu engulhos veementes, vi que debate-se uma lei de abuso de autoridade, e isso por causa das operações da polícia federal que algemam e colocam em camburões os bandidos de terno e gravata que roubam os pobres e miseráveis.
Pois é... ladrões de galinha e batedores de carteira são presos, algemados, levam safanões, pescoções e sei lá o que mais, além de anos de impiedosa reclusão. Esses não sofrem abuso de autoridade...
Recorramos ao latinório:
o tempora, o mores
dura lex, sed lex.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
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Um comentário:
Continuo com a opinião já expressa neste espaço: o nível de torpeza,imbecilidade, despreparo, falar-pelos-cotovelos da imprensa brasileira é notável. Com raríssimas exceções, os jornalistas são mal preparados e mal informados - que contradição! E quando se metem a "especialistas", a coisa desanda. Vide Míriam Leitão - para ficar num único caso.
Com relação ao uso de algema, tendo a aquiescer com grande parte da polícia dos EUA. É algema em qualquer situação, para todo tipo de detido. É segurança para o policial e para o detido. É isso mesmo! A imobilização do detido impede que ele inflija, a si mesmo, qualquer dano. Numa sociedade adepta da "indústria dos processos", o Estado precisa se precaver. E retomando uma frase do Lula (até que enfim o cara disse algo sensato!), "quem não quer ser preso que ande na linha".
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