terça-feira, 8 de julho de 2008

A falácia da paz

Meus senhores e senhoras, não precisamos de paz, pois não estamos em guerra. Precisamos, isso sim, de ordem pública.

O conceito de ordem pública vigente é o que consta no regulamento para as Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares: "Ordem Pública: conjunto de regras formais, que emanam do ordenamento jurídico da Nação, tendo por escopo regular as relações sociais de todos os níveis, de interesse público, estabelecendo um clima de convivência harmoniosa e pacífica, fiscalizado pelo Poder de Polícia, e constituindo uma situação ou condição que conduza ao bem comum. "

Se as regras formais flutuam de acordo com a classe social do acusado; se o ordenamento jurídico da nação é orientado para a defesa dos mais ricos; se as relações sociais estão anômicas; se a polícia é incapaz de fiscalizar a convivência harmoniosa e pacífica, ao contrário, contribui para destruir qualquer tentativa de se montar uma convivência assim harmoniosa e pacífica; enfim, se a noção de bem comum se perdeu, precisamos de ordem pública, meus senhores e senhoras, ordem pública.

Precisamos novamente enxergar com nitidez a diferença entre bandido e policial, entre militar e baderneiro, entre lei e ilegalidade. Eu não sei mais, não conheço mais ninguém que saiba essas diferenças.

Mas que as viandeiras não pulem de alegria. Ordem pública se consegue com autoridade democrática e não com autoritarismo (qualquer autoritarismo é sem vergonha).

Repito: o problema nao é a falta de paz, é a falta de ordem pública.

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