Convido a todos que leiam o artigo (que me foi sugerido pelo Márcio) do Coronel Jarbas Passarinho, disponível em http://www.ternuma.com.br/jpassarinho080.htm.
Há pouquíssima distância entre os eventos de 1964-1985, é fato. Talvez por isso o debate sobre o tema ainda esteja muito carregado ideologicamente. Não há evidências históricas de que tenha ocorrido guerra revolucionária no Brasil, ao contrário do que diz o autor acima (temos que esperar pelo resultado das pesquisas feitas nos arquivos da ditadura até agora disponibilizados).
Por outro lado, não acho razoável crer que o regime cubano seja melhor que o nosso.
O problema realmente sensível, salvo melhor juízo, não é saber da insurreição ou contra-insurreição, vitimizar ou glorificar os mortos (de um lado ou de outro): o principal é exercer o direito à memória e defender a liberdade do presente de interpretar o passado. Não há memória única... isso não existe em nenhuma instância da percepção humana.
Uma discussão como a que parece iniciar-se, carregada de adjetivação e má vontade, apenas pretende sufocar o direito do outro se expressar.
Investiguemos, resgatemos nossa memória.
Nós somos aquilo de que nos lembramos, na plenitude de nossa diversidade.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
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2 comentários:
Não há na afirmação a seguir qualquer tentativa de objetar ou desconstruir todos os insights anteriores. Mas, em função do que nos remete ao título do blog, acredito que este tenha sido o melhor modelo do que você se propunha a fazer: discutir e propor idéias no âmbito da política, sociedade, história.
To achando o jeito.
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