Depois da overdose de patriotismo dos Jogos PanAmericanos, restam-nos as cinzas do esquecimento.
Não se sabe ao certo quanto foi gasto nas obras, não se explica porque as instalações estão hoje vazias, numa reprise do mico de Atenas (bem já se disse que a História se repete uma vez como farsa, outra como tragédia...), nem se sabe porque R$36.000,00 mensais são suficientes para pagar o aluguel do Engenhão (Vide Folha de São Paulo de hoje, 20/01).
É preciso sempre exercitar a memória.
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O liberalismo econômico... o bom e velho liberalismo econômico. Quando tudo está bem o Estado é o pior dos males, deseja-se o fim da intervenção estatal na economia, fim dos programas sociais e liberdade absoluta de iniciativa. Quando tudo está mal, que o Estado venha em socorro, com o dinheiro dos pobres que nunca chegarão perto do maná do mercado, é claro... (Vide igualmente Folha de São Paulo de hoje, 20/01). Dinheiro público para ajudar os ricos é modernidade, dinheiro público para ajudar os pobres é atraso e populismo.
Esse cinismo é insuportável.
É preciso sempre exercitar a memória.
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domingo, 20 de janeiro de 2008
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3 comentários:
Frederico, concordo plenamente com você no sentido da afirmação de que grande parte daquilo que foi construído para a realização dos jogos PanAmericanos, hoje encontra-se em esquecimento. Mas afirmo que não podemos desconsiderar a inclusão social que o Esporte possibilita em Países do mundo inteiro e, especialmente no Brasil. Portanto creio que o investimento voltado para o desenvolvimento do Esporte não representa de fato, uma iniciativa totalmente negativa. Concorda?!
E para exercitar a memória temos o exemplo do nosso novo Ministro Lobão e seu filho Lobinho (acho que soou apropriado escrever dessa forma) que irá assumir a vaga do seu pai no Senado com mais de uma dezena de investigações nas costas, que daqui a duas semanas será esquecida pela mídia e acho que nem será levada a sério pela população. Levando-se em conta que o jornal O GLOBO credita à familia Lobão como a sucessora da familia Sarney no estado do Maranhão, vemos que o rapaz tem um currículo invejável a qualquer Renan ou Magalhães.A memória dos cidadãos brasileiros é obesa com tanta falta de exercício.
Penso que esporte de alto rendimento, do tipo praticado nos jogos Pan-Americanos ou outras competições de alto nível, não contribui para inclusão social, pois há muita pressão por bons resultados. A pressão leva, inclusive, ao uso de drogas.
Inclusão social pelo esporte se dá na escola e não em obras gigantescas.
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